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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Doenças Sexualmente Transmissíveis nos Animais.



 INTRODUÇÃO



Doenças sexualmente transmissíveis ou infecção sexualmente transmissível, é conhecida popularmente por DST, e são patologias antigamente conhecidas como doenças venéreas. Os principais agentes patogênicos são os vírus, as bactérias e os fungos.

São doenças infecciosas que se transmitem essencialmente (porém não de forma exclusiva) pelo contato sexual. Geralmente pelo contato direto, mantido através de cópula onde os animais necessariamente portam a doença, e indireto por meio de compartilhamento de utensílios pessoais mal higienizados ou manipulação indevida de objetos contaminados (lâminas e seringas).

Suspeita-se de DST nos animais quando apresentarem feridas (úlceras) que aparecem nos órgão genitais ou em qualquer parte do corpo. Podem doer ou não. Corrimentos no canal da uretra, vagina ou ânus. Podem ser esbranquiçados, esverdeados ou amarelados como pus. Alguns têm cheiro forte e ruim. O corrimento quando é pouco pode passar nas fêmeas. Verrugas são como caroços e pode parecer uma couve-flor quando a doença está em estágio avançado. Em geral não dói, mas pode ocorrer irritação ou coceiras. Ardência ou coceira é mais sentida ao urinar. 

 TRICOMONIASE GENITAL BOVINA (TGB) É uma doença causada por um protozoário chamado Tritrichomonas foetus, a transmissão é mecânica, se dá através do coito, por isso esse protozoário não apresenta forma cística, já que não necessita de forma resistente no meio ambiente. O macho uma vez infectado passa a ser o agente transmissor e reservatório. Pode ocorrer contaminação por fômites e inseminação artificial. As vacas por sua vez adquirem resistência com o tempo, podendo dar origem a terneiros sãos por inseminação artificial (para não contaminar os touros). Os principais sinais clínicos são: repetição de cios com intervalos irregulares e o aborto, com maior frequência até os cinco meses de gestação, com ou sem o aparecimento de piometra. O diagnóstico é o primeiro passo para a implantação de medidas de controle eficazes. Alguns sinais clínicos podem indicar a presença de Tricomoníase como o corrimento vaginal purulento ao retornarem ao cio, em função de piometra causada pelo T. foetus, pode haver a presença de maceração fetal. As lesões mais frequentes encontradas no feto abortado é o encontro de pneumonia piogranulomatosa com presença de células gigantes multinucleadas. O diagnóstico laboratorial é fundamental, pois só ele pode confirmar qual o agente causador do problema observado no rebanho, as técnicas laboratoriais rotineiramente utilizadas para o diagnóstico da TGB são os métodos diretos de diagnóstico, sendo o principal o isolamento e identificação dos microrganismos. No laboratório os meios de transporte e enriquecimento são incubados a 37ºC por 7 a 10 dias, com observação diária do crescimento em microscopia de contraste de fase. Apesar da morfologia característica deve-se realizar o PCR para a diferenciação de T. foetus de outros protozoários que podem ocasionalmente estar presentes em material de prepúcio.O controle e profilaxia devem ser feito da seguinte maneira: Descarte periódico de touros velhos e introdução de touros jovens testados ou virgens, evitar touros “arrendados” ou utilizados em parcerias, testar touros antes da estação de monta, em rebanhos positivos submeter a repouso sexual fêmeas positivas, não adquirir touros de fazendas com problema de tricomoníase, ainda que touros virgens. Mais recentemente têm sido desenvolvidas vacinas de eficiência comprovada em estudos isolados, não tendo ainda sido largamente aplicadas com sucesso no país, para que possam ser recomendadas em detrimento dos métodos tradicionais de controle.


 CAMPILOBACTERIOSE GENITAL BOVINA (CGB) 

A campilobacteriose genital bovina é uma doença infecto-contagiosa de transmissão sexual, que acometem bovinos em idade reprodutiva e causam grandes perdas econômicas. É causada por uma bactéria chamada de Campylobacter fetus que possui duas subespécies, C. fetus subsp. Fetus e C. fetus subsp. Venerealis. Nas fêmeas, a doença caracteriza-se por infertilidade temporária, como resultado de cervicite, endometrite e salpingite. Nos machos, a infecção limita-se à cavidade prepucial e não se observam anormalidades clínicas nos animais infectados. A campilobacteriose possui distribuição mundial. No Brasil em 2000, foi realizado um estudo sobre a prevalência da doença nos principais estados produtores de bovinos de corte e foi constatado que existia 19,7% de animais infectados em 50,8% de propriedades contaminadas. A principal forma de introdução da CGB em um rebanho é pela aquisição de touros ou vacas infectados. Pode ocorrer transmissão por fômites e materiais utilizados para a coleta de sêmen e inseminação artificial. O diagnóstico da Campilobacteriose Genital Bovina é difícil devido o C. fetus subsp. venerealis ser uma bactéria microaerofílica, de difícil isolamento e que não resiste bem fora do hospedeiro. Além disto, a detecção de anticorpos no soro dos animais não apresenta boa sensibilidade e especificidade, devido à infecção pelo C. fetus subsp. venerealis restringir-se ao trato genital dos animais. As técnicas laboratoriais rotineiramente utilizadas para diagnóstico da infecção pelo C. fetus subsp. venerealis são, além do isolamento e identificação, a imunofluorescência direta e a aglutinação com muco cérvico-vaginal.
O controle o profilaxia deve ser feito com a implantação na propriedade de um programa de inseminação artificial com sêmen de qualidade, visto que bloqueará a mais importante forma de transmissão das doenças, o contato sexual. O controle da Campilobacteriose Genital Bovina em um rebanho pode ser realizado empregando-se algumas medidas básicas: a utilização da inseminação artificial e vacinação dos animais expostos. O emprego da inseminação artificial com sêmen proveniente de animais negativos ou sêmen tratado com antibióticos é uma medida muito eficaz para o controle da Campilobacteriose Genital Bovina, pois se evita assim a maior fonte de transmissão da doença que é a cobertura das fêmeas com touros infectados. Quando a implementação da inseminação artificial não for possível, separar as novilhas das vacas e utilizar um touro virgem ou livre de infecção com estas novilhas. Entretanto, em muitos rebanhos, principalmente os grandes rebanhos com manejo extensivo, técnicas como a inseminação artificial ou o repouso sexual das fêmeas infectadas não são facilmente implantadas. Nestes casos, a melhor estratégia a ser utilizada para o controle da doença é a vacinação. A vacinação, principalmente utilizando vacinas com adjuvantes oleosos, produz uma imunidade duradoura e é uma medida preventiva e de controle muito eficiente. Devem-se vacinar todos os animais em idade reprodutiva, de preferência 30 a 60 dias antes da cobertura. Os touros, apesar das controvérsias sobre a eficácia da vacina nestes animais, também devem ser vacinados. Animais primovacinados, dependendo do tipo de adjuvante utilizado na vacina com 30 dias de intervalo entre as doses. A revacinação deve ser anual com dose única. A relação custo-benefício do controle da Campilobacteriose Genital Bovina pela vacinação é positiva, pois já foi demonstrado que o retorno está em torno de 18 vezes o valor investido na vacinação, sendo que o ganho de apenas um bezerro desmamado equivale aproximadamente ao custo da vacinação de 100 animais.
O tratamento nas fêmeas é o repouso sexual por três ciclos ou por 90 a 150  dias leva a eliminação espontânea do C. fetus subsp venerealis do trato genital  na maioria dos animais, acarretando a recuperação animal. No entanto, a fertilidade destes animais pode não retornar aos níveis normais e alguns animais que tiverem salpingite bilateral apresentarão infertilidade permanente. Nos machos infusão de uma solução contendo 5g de dihidroestreptomicina no prepúcio com massagem vigo rosa do mesmo. O tratamento é feito por cinco dias consecutivos e, no primeiro e terceiro dias de tratamento, uma aplicação parenteral de dihidroestr eptomicina (22mg/kg) é realizada. O animal é considerado como livre do C.fetus subsp. venerealis após a realização de três testes negativos no lavado prepucial, intervalados de 15 dias de repouso sexual.

O descarte de touros contaminados também é uma forma de eliminação da doença da propriedade. A vacinação tem se mostrado bastante eficaz na prevenção das repetições de cio e abortos causados pelo C. fetus subsp. Venerealis.



 MAL DO COITO OU DURINA


É causada pelo Trypanosoma equiperdum. São hospedeiros os equinos. Os asininos são reservatórios. A transmissão é direta, através do coito (hospedeiro para outro sem o auxílio de insetos vetores).  Raramente ocorre a transmissão mecânica, ou seja, através da picada de insetos. Ocorre nas regiões da África, Ásia e América do Sul e Central. É o único tripanosoma que não necessita de hospedeiro intermediário, pois a transmissão se dá diretamente por contato sexual. Os Principais sintomas são: secreção da mucosa genital em excesso; edema dos órgãos genitais; prurido da região; despigmentação das áreas circunvizinhas; manchas de sapo; paralisia dos músculos faciais e oculares em casos severos pode ocorrer aborto. Em muitos casos o sistema nervoso central está envolvido causando uma paralisia motora ascendente que, por fim, é fatal. O índice de mortalidade desta doença é considerado alto, cerca de 50 a 70%. O diagnóstico para transporte internacional é realizado pelo teste de fixação de complemento. O diagnóstico definitivo é feito pela identificação do parasita, no entanto, os organismos são extremamente difíceis de serem visualizados. É possível encontrar Trypanosoma em pequena quantidade em linfócitos de fluído edematoso genital, muco vaginal e placas de fluidos. Raramente são encontrados tripanosomas em amostras de sangue. A Profilaxia pode ser realizada pelo isolamento de áreas contaminadas e reprodutores portadores. O tratamento é feito pelo uso de quimioterápicos e desinfecção do local com o uso de cicatrizantes.

A Tripanossomíase é uma doença venérea grave, geralmente crônica, e acomete cavalos e outros equídeos. Esse protozoário pode causar infecções com sinais neurológicos e emagrecimento, também as taxas de mortalidade são elevadas. A não vacinação disponível e a terapia com farmacos podem resultar em portadores inaparentes.

É causada por um parasita, protozoário Trypanosoma equiperdum. Este organismo pertence ao subgênero e seção Trypanozoon salivaria de gênero Trypanosoma. As cepas de T. equiperdum variam na sua patogenicidade. O T. equiperdum pode ser considerado uma espécie distinta. Ele está intimamente relacionado com Trypanosoma brucei subsp. brucei, T. brucei subsp. gambiensi e T. brucei subsp. rhodesiense, causando tripanossomíase Africano em uma variedade de espécies.

A Tripanossomíase afeta principalmente cavalos, burros e mulas. Aparentemente, estas espécies são os únicos reservatórios naturais de T. equiperdum. Já comprovaram algumas zebras com sorologia positiva, mas não existe evidência conclusiva de infecção. Cães, coelhos, ratos podem ser infectados experimentalmente.

A Tripanossomíase já foi amplamente difundida, mas foi erradicada em muitos países. Atualmente, a doença é endêmica em partes da África, Ásia e Rússia. Ocasionalmente, ocorrem surtos, relatados de outras áreas, como o Oriente Médio e a Europa.

A Transmissão ao contrário de outras infecções de tripanosoma, a tripanossomíase é transmitida quase exclusivamente durante a relação sexual. A transmissão mais comum de garanhões e éguas. A T. equiperdum podem ser encontradas nas secreções vaginais de éguas infectadas, fluido seminal, exsudato mucoso do pênis e prepúcio de garanhões. Periodicamente, os parasitas desaparecem do trato genital e o animal permanece com a infecção por semanas ou meses. Os jumentos podem ser portadores assintomáticos. Éguas infectadas raramente passam a infecção para seus descendentes, pode haver infecção antes do parto ou através do leite materno. Acredita-se que as infecções podem ocorrer através das membranas e mucosas, incluindo a conjuntiva.

A Tripanossomíase é principalmente caracterizada por inflamação das placas genitais com sinais cutâneos e neurológicos. Os sintomas variam com a virulência da estirpe, o estado nutricional do cavalo, e estresse. Muitas vezes, os sinais clínicos se desenvolvem ao longo de semanas ou meses, mas há variações. As recorrências pode ser antecipadas por stresse. Isto pode ocorrer várias vezes antes de animal morre ou tem uma clara recuperação. Muitas vezes, o primeiro sinal é o edema genital exibindo um fluxo vaginal mucopurulento  e a vulva das éguas apresenta-se inchada, esta inflamação pode se espalhar para o períneo, para o abdômen ventral e para glândula mamária. A vaginite com poliúria e sinais de desconforto e também placas elevadas ou semitransparente na mucosa vaginal, com aparencia engrossada em algumas éguas. Os órgãos genitais, períneo e úbere podem apresentar despigmentação.

Com as cepas mais virulentas podem ocorrer abortos. Garanhões desenvolvem edemade prepúcio e glande, e pode apresentar fluxo mutismo na uretra. Pode ser produzido parafimose. Em garanhões, a inflamação pode se espalhar para o escroto, períneo, abdômen ventral e no tórax. Pode também causar bolhas ou feridas nos genitais, cicatrizes branca permanente chamados de placas leucodérmicas. As placas edematosas são chamados de "placas dólar Prata "(até 10 cm de diâmetro e 1 cm de espessura) pode aparecer sobre a pele, especialmente sobre as costelas. Estas placas cutâneas geralmente permanecem de 3-7 dias e são a marca registrada da doença. Não ocorrem em todas as cepas. Os sinais neurológicos podem se desenvolver rapidamente depois do edema genital, ou semanas ou meses mais tarde. A Inquietação e mudança de peso de uma perna para a outra é seguido por fraqueza progressiva, descoordenação e finalmente a paralisia. Em alguns animais podem ser observados paralisia facial, normalmente unilateral. Conjuntivite e ceratite são comuns, e em alguns rebanhos infectados, o primeiro sinal de tripanossomíase é a condição do olho. Anemia e febre intermitente podem ocorrer. Os animais afetados emagrecem, mas com um bom apetite. O curso da doença varia de acordo com a tensão. Algumas cepas causam a doença crônica, relativamente leve, persistindo por anos. Outras estirpes causar uma forma aguda, que pode durar de 1-2 meses, e em casos excepcional, pode evoluir para a fase final em apenas uma semana.

Na necropsia é observado caquexia freqüente e edema genital. A inflamação pode estender-se ao abdômen ventral. Geralmente, pode ser encontrada um exsudado gelatinoso sobre a pele. Em garanhões, o escroto, prepúcio e túnica testicular podem ser engrossadas e com infiltrados inflamatórios. Em éguas com infiltração gelatinosa pode engrossar a vulva, mucosa vaginal, útero, bexiga e da glândula mamaria. Como também linfadenite crônica.

A gravidade e duração da doença varia com a virulência da estirpe, o estado nutricional de hospedeiro, e a existência de estressores pode precipitar uma recaída. As estirpes prevalentes na África do Sul tendem a causar doença crônica leve e pode durar vários anos. Os cavalos experimentalmente infectados sobreviveram até 10 meses . Na América do Sul e Norte da África foram os casos mais agudos, sobrevivendo por 1 a 2 meses. Geralmente, a doença mais grave foram vistos em melhores raças de cavalos, enquanto os burros, mulas e pôneis tendem a ser mais resistentes. A taxa de mortalidade em casos não tratados, é estimado em 50% -70%. No entanto, alguns questionam a recuperação, tendo em vista o longo curso da doença e oscilações dos sintomas. Alguns autores consideram que, finalmente, quase todos os casos são fatais.

Diagnóstico clínico: Sintomas sugestivos de tripanossomíase são edema genital e sinais neurológicos. Se estiver presente as "placas de dólar de prata" são patognomônicos. Em alguns casos, o diagnóstico é difícil, especialmente em estágios iniciais da doença ou durante infecções latentes.

Diagnóstico Diferencial: Inclue erupção coital, surra, anemia infecciosa eqüina, e artrite EVA, e as causas endometrite purulentas, tais como metrite contagiosa dos eqüídeos.

Testes de laboratório: A Tripanossomíase é geralmente diagnosticada por sorologia em combinação com os sinais clínicos. Para o comércio Internacionalmente, o conjunto de teste é a fixação de complemento, e tem sido utilizado com sucesso em programas de erradicação. No entanto, os animais não infectados, burros e mulas em especial, muitas vezes dão reações inconsistente ou inespecíficos (falsos positivos), devido à efeitos anticomplementares de soro de eqüinos. O testes de imunofluorescência indireta, ajuda a resolver estes casos. Outros testes sorológicos incluem ensaios imunoenzimático (ELISA) radioimunoensaio, imunodifusão em gel de agar (IDGA) e aglutinação. Pode ter reação cruzada com Tripanossomas do Velho Mundo, especialmente T. brucei e T. evansi, e nenhum teste serológico é específico para tripanossomíase.

Diagnóstico Definitivo é pela identificação do parasita, no entanto, os organismos são extremamente difícil de encontrar. É possível encontrar uma pequena quantidade de tripanossomas em linfócitos, de fluido edematoso da genitália, muco vaginal externa e em placas de fluidos. O sucesso de encontrá-los pode melhorar a centrifugação de uma amostra de sangue e de analisar o plasma centrifugado. O T. equiperdum é incapaz de ser microscopicamente distinguido de T. evansi.

Para evitar a tripanossomíase no rebanho, os animais introduzidos devem permanecer em quarentena e testados sorologicamente. O T. equiperdum não pode sobreviver fora de um organismo vivo e rapidamente morre sem o seu hospedeiro. Se necessário, este organismo pode ser destruído através de vários desinfetantes que compreendem hipoclorito de sódio a 1% , glutaraldeído e formaldeído 2%, e a temperaturas de 50 a 60 ° C. Não existe vacina e não há nenhuma evidência de que o T. equiperdum pode infectar os seres humanos.



 EXANTEMA COITAL EQUINO


É causado pelo Herpesvírus Equino-3 (EHV-3) é uma doença venérea, que se manifesta por lesões papulares, pustulares e, por fim, ulcerativas na mucosa vaginal e também no pênis, que, em geral, é eritematosa. As úlceras podem atingir 2 cm de diâmetro e 0,5 cm de profundidade, circundadas por uma zona hiperêmica. A infecção pelo Herpesvírus pode ser latente, de forma que pode haver recidiva com desenvolvimento das lesões em situação de estresse.

Macroscopicamente observam-se vesículas, ulceras e crostas. As lesões microscópicas consistem na formação de vesículas intraepidérmicas associadas a degeneração e acantólise das células epiteliais da epiderme. Muitos casos discretos não são percebidos porque não há doença sistêmica e os animais acometidos comem bem e se comportam normalmente.

É uma doença altamente contagiosa, com as taxas de infecção de 100% pós-coito, mas, ao contrário, é não-invasivo e benigna. Clinicamente ocorre apenas esporadicamente na maioria dos animais, e a incidência global é desconhecida. A Infertilidade e aborto não ocorrem naturalmente, embora o aborto foi induzido experimentalmente em algumas pesquisas. A reativação da recrudescência da infecção pelo vírus serve como uma fonte de propagação do vírus. O principal método de transmissão é através do contato com a pele para o coito com uma infecção ativa, que é a remoção de vírus no pênis. Excreção viral é intermitente. Há provas de que o cavalo infectado na forma subclinica não tem lesão visivelmente perceptível, mas também podem transmitir o vírus. A transmissão iatrogênica da infecção pode ocorrer por objetos contaminados utilizados para a inseminação, higiene, palpação retal ou exame pélvico. A sua propagação por inseminação artificial não tem sido investigada, e o contato de transmissão nasal pode ser possível.

A estável transmissão mecânica também vem sido sugerido. As lesões resultantes são características, progredindo de pequenas pápulas de uma vesícula, pústula e, finalmente, crostas, erosões e superficial no intervalo de poucos dias. O edema do prepúcio pode parecer que se prolonga lateralmente para a parede abdominal ventral e escroto. Muitas vezes, a infecção secundária por Streptococcus equi zooepidemicus que é influencia da gravidade e da duração da lesão. A recuperação é completa em 2 a 3 semanas. O diagnóstico é normalmente feita por meio da observação das características lesões genitais. Para facilitar a detecção de lesões menores escondidas nas dobras do pênis ou no prepúcio, pode ser viável fazer a extrusão do pênis usando xilazina. A confirmação da infecção é realizada por PCR, através do isolamento do vírus, ou por demonstração de seroconversão ou um aumento de quatro vezes no título de anticorpos em amostras de soro tomadas com um intervalo de 3 a 4 semanas. Outra amostra para confirmação laboratorial é o material coletado a partir das bordas frescas de lesões ativas.

O Tratamento é feito com a limpeza diária dos órgãos genitais, redução da inflamação e prevenção da infecção bacteriana secundária. Em casos não complicados, o fechamento da ferida é completo em 10-14 dias. No entanto, permanecem persistentes despigmentadas cicatrizes. A infecção pode levar a uma diminuição significativa no número de éguas cobertas por garanhões afetados. A decisão de usar um garanhão não infectado deve ser baseada em uma avaliação clínica dos órgãos genitais. O período de espera do garanhão será influenciada pela extensão e gravidade das lesões e a velocidade do processo de cura se este estiver infectado.



 TUMOR VENÉREO TRANSMISSÍVEL


O tumor venéreo transmissível (TVT) de cães é transmitido pelo coito e pela transferência de células tumorais intactas. Ambos os sexos são afetados. As células do TVT possuem 59 cromossomos, contra o número normal de 78 cromossomos do cão. O tumor começa como um nódulo abaixo da mucosa genital, com rompimentos progressivos pela mucosa subjacente. Na cadela, a lesão inicial ocorre freqüentemente na porção dorsal da vagina, na junção com o vestíbulo, estende-se para o lúmen e pode protruir pela vulva como uma massa ulcerada e friável.

Microscopicamente, as células tumorais possuem um citoplasma pouco definido e fracamente corado. São grandes, redondas ou ovais e de tamanhos uniformes, ocasionalmente com núcleos grandes e bizarros. O índice mitótico é alto. A regressão espontânea é a regra, com necrose multifocal, infiltração de linfócitos, lise de células tumorais provavelmente mediada por células, decréscimo no numero de células tumorais e aparente transição de células tumorais para fibroblastos com deposição de colágeno.

As metástases para outros órgãos são poucas, embora, em algumas regiões do mundo as metástases sejam comuns. Não há explicação para o fato de a distribuição mundial de a doença ser focal.

O pênis e o prepúcio podem ser envolvidos em neoplasias metastáticas e multicêntricas como mastocitoma, melanoma e linfossarcoma. O TVT no macho é encontrada sobre o pênis, mais freqüentemente nas partes caudais e com menor freqüência no prepúcio. A neoplasia pode ser solitária ou múltipla, ter poucos milímetros até 10 cm de diâmetro e possuir uma superfície ulcerada e inflamada com aspecto de couve-flor.

Microscopicamente, a neoplasia tem o mesmo aspecto na cadela e é composta de mantos de células neoplásicas e estroma mínimo. As células neoplásicas são grandes, uniformes, com núcleo e nucléolo grandes, contornos celulares indistintos e numerosas figuras mitóticas.

As metástases não são comuns. Regressão e recuperação são a regra. Partículas virais não são observadas nas células neoplásicas. A transmissão experimental por células intactas, junto com as diferenças cariotípicas, repetidamente demonstradas, entre células normais de cães e células da neoplasia e a ausência de isoantígenos nas células neoplásicas, sugerem que o tumor seja uma neoplasia de células caninas de ocorrência natural que é transmitida de cão para cão por células vivas, ao invés de originar-se pela transformação de células do hospedeiro.

A excisão cirúrgica é efetiva em alguns animais. No entanto, a freqüência da recorrência após uma cirurgia e a dificuldade na obtenção de uma excisão completa em algumas localizações, torna a cirurgia uma má opção em muitos casos. No caso de TVT metastático, a cirurgia é inútil. A quimioterapia é o tratamento de maior escolha no caso de tumores múltiplos ou metastáticos e também pode ser usada como um tratamento de primeira linha para tumores locais solitários. São efetivas as combinações de agentes quimioterápicos incluindo vincristina, ciclofosfamida e metotrexato. A terapia com vincristina a 0,025mg/Kg (máximo de 1mg). A vincristina é um alcalóide que atua bloqueando a mitose e a metáfase no ciclo celular. Ela é extremamente tóxica, que chega a causar transtornos neurológicos e disfunções motoras, se utilizada em excesso. Podem ocorrer alopecia, leucopenia, trombocitopenia, anemia, poliúria, disúria, febre e sintomas gastrointestinais.

Alguns cuidados se deve ter no manuseio da vincristina, deve-se tomar precauções , evitando o contato desta com a mucosa da pele, pois ela pode causar irritações e ulcerações dolorosas. A melhor forma de ser usada é seguindo as normas de paramentação completas, visando a proteção física do individuo.
Aconselha-se a utilização de luvas e botas de borracha, avental plástico ou de material impermeável com mangas longas, gorro e máscara de materiais impermeáveis e óculos de proteção. Essa paramentação deve ser estendida a todos os ocupantes da sala de quimioterapia. O Resultado quimioterápico, com vincristina, há 90% de recuperação dos cães tratados com dose de 0,5 - 0,7mg/m2 via endovenosa, uma vez por semana, durante mais ou menos um mês.

A utilização de vincristina é efetiva como terapia, com a vantagem de apresentar menos efeitos colaterais. Em casos de tumores malignos, a vincristina (inibidora da mitose) responde melhor ao tratamento, se associada à ciclofosfamida, que interfere na síntese de DNA, e o metotrexato (anti-metabólico). Essa associação provoca índice de cura de aproximadamente 100%.

Pode-se associar também à vincristina, doses de Baypamun (medicamento distribuído pela Bayer), visando à cura rápida com menor dose de sulfato de vincristina, a fim de reduzir as possíveis reações adversas que podem ser provocadas por ele. Nos casos resistentes à vincristina, a radiação é efetiva e pode ser usada como meio de tratamento único ou como coadjuvante à cirurgia. Porém, a maioria dos cães mostra uma resposta total após dose única do quimioterápico.

O diagnóstico para o TVT genital é através dos sinais clínicos e exame histopatológico. Quando o tumor está alojado em outras regiões, é necessário o estudo citológico para confirmação.


Praticamente todos os componentes do sistema imunológico podem contribuir para a defesa contra as células tumorais.

• Células T; são, sem dúvida, o principal mecanismo de defesa para o organismo contra essas células. Atuam tanto diretamente sobre elas (células CD8+) como ativando outros componentes do sistema imune ( as células CD4* que atuam através de linfocinas). Entretanto dependem de células apresentadoras de antígenos (APC), pois na maioria das vezes as células tumorais expressam apenas MHC classe I e não a classe II.

• Células B; secretam anticorpos (o principal é a IgG) e funcionam como APC. Os anticorpos podem agir tanto fixando complemento quanto promovendo a ADCC (citotoxidade mediada por anticorpo).

• Células NK; representam a primeira linhagem de defesa do hospedeiro contra o crescimento das células transformadas. Também representam um auxílio quando recrutadas pelas células T. Sua ação é mediada pela liberação de fatores citotóxicos ou de granzinas e perforinas.

• Macrófagos; são importantes na iniciação da resposta imune por desempenharem o papel de APC. Além disso podem atuar diretamente como células efetoras mediando a lise do tumor. As principais citocinas envolvidas na ativação dos macrófagos (MAF) SÃO O INF-γ, a IL-4, o TNF e o GM-CSF (fator de estimulação de crescimento granulócito-macrófago). As IL-2, IFN-γ e TNF são as principais citocinas envolvidas. As células transformadas comumente apresentam uma quantidade diminuída de MHC-I e é esse o sinal para as NK.

As células tumorais podem desenvolver alguns mecanismos de escape.

• Imunosseleção; mutações randômicas (ao acaso), devido a instabilidade genética, produzem células tumorais que ao são reconhecidas como estranhas pelo sistema imune do hospedeiro e essas células, conseqüentemente são selecionadas (pelo próprio sistema imune),

• Fatores solúveis; as células tumorais secretam substâncias que suprimem diretamente a reatividade imunológica.

• Células T supressoras,

• Tolerância; como as células tumorais, na maioria das vezes, não são apresentadoras de antígenos, elas não fornecem um sinal co-estimulador para as células T (interação B7-CD28 ou CD40-CD40L), o que leva a apoptose ou a um estado de anergia das células T.

• Perda de antígenos do MHC (modulação); mais de 50% dos tumores podem perder um tumorais alelos de classe I do MHC, o que leva a uma incapacidade de apresentação de antígenos peptídeos tumorais.

REFERÊNCIAS 



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MOSTACHIO, G. Q; PIRES-BUTTLER, E. A; APPARICIO, M; CARDILLI, D. J; VICENTE, W. R. R; TOLIOLLO, G. H. Tumor Venéreo Transmissível (TVT) Canino no Útero, Vol. 23, nº2, 071-074, 2007. Relato de Caso. ARS Veterinária. Jaboticabal.








segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CROMOTERAPIA




CROMOTERAPIA
Fonte:
todaoferta.uol.com.br

A Cromoterapia é uma ciência que usa a cor para estabelecer o equilíbrio e a harmonia do corpo, da mente e das emoções. As cores tem a propriedade de atuar nos seres diminuindo ou aumentando as vibrações, restaurando o equilíbrio. Sendo uma vibração pura, a cor pode corrigir o problema e devolver a saúde ao corpo, quando utilizada no lugar e na tonalidade certa. Atualmente, Centros de Terapias Intensivas, Clínicas, Hospitais e Escritórios têm investido nas cores como forma de estabelecer vitalidade e energia positiva ao ambiente e seus pares. Vem sendo utilizada pelo homem desde as antigas civilizações, como no Egito antigo, nos templos de luz e cor de Heliópolis, como também na Índia, na Grécia, na China, onde suas aplicações terapêuticas foram comprovadas através da experimentação constante e verificação de resultados.
A Cromoterapia é baseada nas sete cores do espectro solar e cada cor tem uma vibração específica, atuando desde o nível físico até os mais sutis. Querer catalogar, classificar as cores, é limitar o poder da luz. Cada cor tem uma infinidade de aplicações, pois elas são utilizadas conjugadas a outras energias que estão além dos sentidos, em outras dimensões.
A palavra “cromoterapia” vem do grego “kromos”, cor e “terapheia”, tratamento. A Cromoterapia, através de suas cores energéticas, reestabiliza o equilíbrio do organismo, obtendo-se, portanto, a cura. No tratamento Cromoterápico, podemos utilizar várias técnicas como fonte de cura ou harmonização, como a luz do espectro solar, a luz de lâmpadas coloridas, uma alimentação natural, a mentalização das cores e ainda contato com a natureza. As técnicas descritas podem ser utilizadas no tratamento das moléstias. A Cromoterapia consta da relação das principais Terapias Alternativas ou Complementares reconhecidas pela OMS em 1976, de acordo com a Conferência Internacional de Atendimentos Primários em Saúde de 1962, em Alma-Ata. Essa relação foi ratificada pela OMS em 1983, através do Diretor Geral do “World Health Organization - OMS”, Dr. Halfdan Mahler, e pelo Diretor do Programa de Medicinas Tradicionais da OMS, Dr. Robert Bannerman.
As células são compostas por átomos, e também é matéria com energia e reagem às cores mediante a descarga de hormônios. O nosso corpo é igualmente composto de átomos e células, e, ao utilizar as cores, estas iluminam os elétrons que absorvem a energia luminosa, ocorrendo alteração da matéria. A partir do momento em que os elétrons da luz colorida são absorvidos, a doença é expulsa. A luz solar corre por nossas veias e nervos, proporcionando o bom funcionamento do nosso corpo.
Um corpo não saudável emite vibrações desequilibradas e a cor, através da luz e do ambiente, às vezes na alimentação, atua por meio do sistema nervoso, estimulando a produção de hormônios que controlam o equilíbrio químico e energético do corpo. É uma terapia alternativa que promove um grande bem-estar e, aos poucos, através de entrevistas e acompanhamento, avalia-se os desequilíbrios energéticos existentes. Para tanto, o Cromoterapeuta necessita conhecer bem a história clínica, o estilo de vida, a alimentação do cliente, se concentrar nesses detalhes para captar o estado energético e localizar devidamente o desequilíbrio da cor.
O Cromoterapeuta, em um tratamento à distância, não tem como avaliar as vértebras do cliente, nem irradiar luzes utilizando a Lâmpada de Cromoterapia como em um consultório, onde são aplicadas infinitas técnicas de uso das cores. De qualquer forma, é um tratamento que funciona muito bem com recomendação à distância, quando o terapeuta sugere uso de cores nas roupas, na dieta, na decoração da casa ou do escritório, indicação de pedras curativas para aplicação caseira, músicas terapêuticas para relaxamento, água solarizada, exercícios de visualização e relaxamento físico, que podem ser feitos em casa sem qualquer risco para a saúde. As cores utilizadas na cromoterapia são as mesmas do arco-íris (Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Índigo e Violeta), acrescentando-se o Rosa que é excelente para as emoções. As propriedades terapêuticas de cada cor vão agir nos campos energéticos que chamamos de Chakras, corrigindo e reativando o campo vibratório celular.
Fonte: espacodosol.com
A Cromoterapia é natural, holística, não invasiva, não tem nenhum efeito colateral, e é segura, sendo usada em seres viventes. Os animais respondem muito bem à Cromoterapia, e muitas vezes adormecem durante uma sessão de tratamento. Os animais são muito sensíveis às energias das cores. Muitos animais não vêm a cor como vemos, mas isto não significa que eles não sejam afetados pelas energias das cores. Os seres humanos, já foram muito sensíveis à energia das cores, com o advento da vida moderna, inclusive a luz artificial, os humanos ficaram menos sensíveis a essas vibrações de energia. Contudo, os animais ainda conservam esta sensibilidade e as influências de vibrações diferentes da luz ainda afetam todas as coisas vivas em muitos níveis.
Podemos utilizar a cromoterapia nos animais de diferentes maneiras, como por exemplo, a utilização das cores nos alimentos, que usa a própria cor dos alimentos para reequilibrar os Chakras em desequilíbrio. A utilização das cores em líquidos cromatizados e elixires, que consiste em utilizar a energia da luz do sol ou dos cristais, passando-a para os líquidos através de filtros coloridos e pedras e fazendo uso dela através de sua ingestão. A utilização de fluidos coloridos, à base de ervas e essências aromáticas, usadas isoladamente ou não, de modo a propiciar a combinação mais adequada para cada caso. Utilização de radiação através de lâmpadas, lanternas ou outras fontes luminosas. Entre as diversas utilizações da Cromoterapia, a mais conveniente é a aplicação de um foco luminoso diretamente sobre o corpo, em um aposento escuro. A luz deve partir de uma lâmpada colorida, colocada num suporte, e irradiar-se por todo o corpo. A aplicação do foco de luz pode ser acompanhada de outras formas terapêuticas, como a musicoterapia, aromaterapia, e massagens.
Muitas civilizações já utilizaram das cores como tratamento de saúde, tais como a egípcia, a grega, indiana a chinesa dentre outras. Na China e na Índia a cor se relacionava mais com a Mitologia e a Astrologia. Na Grécia muitos filósofos médicos foram absorver o conhecimento da ciência na fonte egípcia com os sacerdotes médicos. A Cromoterapia está intimamente ligada ao antigo Egito, assim mesmo como a própria medicina. A ligação do Egito com a ciência médica data de 2800 a.C com o pensador Imhotep, que também é considerado o Pai Universal da Medicina. Séculos mais tarde Hipócrates (460-377 a.C) médico grego, esteve no Egito estudando medicina com os sacerdotes médicos. Quando retornou a sua cidade natal fundou a primeira Escola Médica da Grécia.

 O tratamento médico utilizando as cores também se iniciou no Egito, conforme pesquisas do Dr. Paul Galioughi, autor do livro “La Medicine des Pharaons”, onde relata como os sacerdotes médicos tratavam seus doentes com as cores, utilizando também de flores e pedras. Então podemos dizer que a Cromoterapia nasceu no antigo Egito, ficou adormecida por milênios e está ressurgindo com a medicina energética, assim como a Homeopatia e a Acupuntura. Vários foram os pesquisadores da terapêutica com o uso das cores, dentre eles John Ott médico e diretor do Instituto Sarasota – USA, ele pesquisou o efeito das cores sobre os tumores cancerosos. Dinshah Ghadiali médico indiano, estruturou a Cromoterapia em bases cientificas. Niels Finsen médico dinamarquês fundou o Instituto da Luz para a cura de pacientes com tuberculose. Realizou curas surpreendentes em cerca de 2.000 pacientes com a aplicação da Cromoterapia em bases cientificas, e em 1903 recebeu o Prêmio Nobel. René Nunes era jornalista, conferencista e professor, é brasileiro e faleceu em 1995. Dedicou-se a pesquisa e aplicação da Cromoterapia em 10.000 pacientes, obtendo um alto índice de recuperação. Foi um grande divulgador da Cromoterapia como ciência no Brasil e no exterior.


PRINCIPAIS SIGNIFICADOS PARA AS CORES


Algumas evidências científicas sugerem que a luz de diversas cores, que entra pelos olhos, pode afetar diretamente o centro das emoções. Cada um de nós responde à cor de uma forma particular. As pessoas tendem também a ser atraídas por certas cores, em virtude de alguns fatores determinantes. Sua escolha pode estar baseada em seu tipo de personalidade, nas condições circunstanciais de sua vida ou em seus desejos e processos mentais mais íntimos, profundos e até inconscientes. As pessoas não escolhem necessariamente uma cor porque ela é boa para si própria, mas porque gostam da cor, mesmo que esta possa ser contrária às suas necessidades. Existem muitos testes psicológicos, que foram desenvolvidos para nos ajudar a conhecer mais sobre nós próprios, por meio do poder da cor. A atração forte de uma pessoa pelo vermelho indica o tipo de personalidade afirmativo e extrovertido, de alguém que tem vontade firme, enquanto a aversão a essa cor sugere um indivíduo tímido e provavelmente isolado da sociedade. As cores têm influências em nossos componentes físico, mental e emocional. 
Fonte:
http://www.gutukao.com.br/banhoetosa/
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O vermelho possui alguns aspectos favoráveis, sugere motivação, atividade e vontade. Ele atrai vida nova e pontos de partida inéditos. O vermelho está associado ao calor e à excitação, com a iniciativa e a disposição para agir, com o espírito de pioneirismo que nos eleva. Persistência, força física, estímulo e poder são seus traços típicos. Afetuosidade e perdão são duas belas qualidades dessa cor, assim como a prosperidade e a gratidão. Amor físico e paixão carnal são sinônimos do vermelho.

Os aspectos desfavoráveis são a indecência e grosseria, falta de polidez e certa obstinação pode começar a aparecer. Crueldade física, brutalidade e perigo tornam-se mais evidentes. A intensidade e força intrínsecas do vermelho podem transformar-se em raiva e fúria belicosa, ou se expressa sob a forma de brutalidade, crueldade, rancor ou revolta.

O vermelho é uma cor quente, com natureza extrovertida. Essa cor estimula a vitalidade e energia em todo o organismo vivo e, quando houver indolência, estimula a atividade. O vermelho faz a adrenalina circular, ajuda a circulação sangüínea dentro do corpo e promove a produção de hemoglobina para os glóbulos vermelhos novos. Essa cor aumenta a pressão sanguínea, promove o aquecimento do corpo e estimula o sistema nervoso, motivo pelo qual pode ser usada com tanta eficácia para tratar de vários tipos de dormência e paralisia. Anemia, resfriados e pneumonia são outras doenças que podem ser melhoradas pelo vermelho.

O vermelho traz vigor às funções físicas e atenua a inércia, a melancolia, a tristeza, a depressão e a letargia. Essa cor transfere a energia necessária à reconstrução e à fortificação do corpo. Ela é particularmente útil para as fases de esgotamento ou baixa resistência. Atua como tônico e pode abortar os primeiros sinais de um resfriado. Nos casos de resfriado, um método prático de introduzir a energia do vermelho é usando meias ou luvas vermelhas e uma camiseta ou cachecol da mesma cor. O vermelho não é recomendável para o tratamento de febres, hipertensão, ou quaisquer condições inflamatórias, como inchações, feridas abertas, queimaduras ou contusões.
Fonte: http://www.gutukao.com.br/banhoetosa/
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A cor laranja possui aspectos favoráveis assim como o vermelho, a cor laranja é expansiva e afirmativa, contudo é mais construtiva. O laranja reflete entusiasmo com vivacidade impulsiva e natural. Essa cor traz as "bênçãos da vida", boa saúde, vitalidade, criatividade e alegria, assim como confiança, coragem, animação, espontaneidade e atitude positiva frente à vida. Comunicação, movimento e iniciativa geralmente são elementos dessa cor, cujo atributo mais elevado é a atitude celeste. Os aspectos desfavoráveis são o efeito colateral da cor laranja que pode incluir uma atitude autoritária ou esmagadora. Isso pode ser expresso como ostentação ou traço exibicionista.

As vibrações negativas do laranja estão associadas com descontentamento, melancolia e tristeza e, suas formas extremas são refletidas por perda da vitalidade, abatimento e destrutividade. A energia dessa cor tem algumas semelhanças básicas com o vermelho e o amarelo, estimulando o sangue e os processos circulatórios e influenciando as funções mentais e os sistemas respiratório e nervoso. O laranja energiza o corpo e ajuda nos processos de assimilação e distribuição.

Essa é a cor do cálcio e é recomendável para gestantes e mães que desejam aumentar a produção de leite para a amamentação. Cabelos, unhas, ossos e dentes saudáveis são produzidos por essa cor. O laranja pode ser usado no tratamento dos distúrbios do baço e dos rins. Por exemplo, essa cor poderia ser introduzida em nosso sistema, usando-a em qualquer parte do copo da metade para baixo com calças e roupas íntimas.

O laranja afeta as funções fisiológicas do estômago, pâncreas, bexiga e pulmões e trata úlceras e cálculos biliares. É particularmente eficaz para eliminar flatos e gazes do corpo, trazendo equilíbrio aos indivíduos que sofrem de cólicas intestinais e cólon preguiçoso. A constipação também pode ser tratada com sucesso pela cor laranja. Essa cor estimula batimentos cardíacos mais fortes e é útil para o fígado. Portanto, essa é uma cor adequada para o tratamento dos alcoólicos. Em virtude do seu efeito sobre o sistema respiratório, o laranja também é muito útil no tratamento da bronquite, promovendo respirações rítmicas e profundas. Algumas das tonalidades mais suaves dessa cor podem ser usadas no tratamento da artrite e do reumatismo. O laranja não é adequado para pessoas facilmente irritáveis ou estressadas.
Fonte: campolargo.olx.com.br

O amarelo é a cor mais clara e a que mais se assemelha ao Sol. Essa cor traz consigo a esperança e o sentimento de que tudo correrá bem. Ela tem uma atmosfera de resplendor, brilho, jovialidade e alegria. O amarelo é compreensivo e inspirador ele refulge e ilumina e, em sua vibração mais positiva, essa cor corresponde ao conhecimento e à sabedoria. Razão e lógica são seus atributos e deles se irradiam discriminação intelectual, discernimento e capacidade de decisão.

Alguns aspectos desfavoráveis são a vibração negativa do amarelo pode ser extremamente destrutiva. Ela envolve decepção, afastamento, comportamento controlador, discrição, maldade, comportamento vingativo e bajulação. Essa cor pode levar a uma negatividade extrema associada com depressão mental e pessimismo profundo.

O amarelo age reforçando o sistema nervoso e os músculos, inclusive o coração, facilitando a circulação. Essa cor ajuda a estimular várias funções corporais, tais como as ações do fígado, da vesícula biliar e o fluxo de bile. O amarelo promove a secreção dos sucos gástricos e alivia a constipação e indigestão, estimulando o trânsito intestinal normal. Essa é uma cor excelente para o tratamento dos distúrbios inflamatórios das articulações e tecidos conjuntivos e pode aliviar a artrite, o reumatismo e a gota. Sente-se regularmente por algum tempo sob a luz do Sol e impregne-se dos raios amarelos dourados radiante, sempre que isso for possível.

O amarelo tem a capacidade de dissolver depósitos de cálcio dentro no organismo e, dessa forma, é eficaz para atenuar a rigidez e as dores articulares experimentadas durante o movimento. Essa cor também é purgativa e trabalha excepcionalmente bem, estimulando os rins e o fígado, além de dissolver as secreções mucosas do corpo. O amarelo pode limpar a corrente sangüínea e ativar o sistema linfático. Ajuda os pacientes diabéticos a reduzir a dose diária da insulina pancreática. Iodo, fósforo, ouro e enxofre contêm essa energia do amarelo. Embora o amarelo seja uma cor que estimule o cérebro e as faculdades mentais, não é recomendável para qualquer pessoa que tenha doenças mentais ou neuroses graves.
 Fonte: solostocks.com.br

O verde possui alguns aspectos favoráveis como a energia que reflete participação, adaptabilidade, generosidade e cooperação. Essa cor atenua as emoções, facilita o raciocínio correto e amplia a consciência e compreensão. Ela é a imagem da segurança e da proteção e cria um ambiente propício para tomar decisões. Espaço, liberdade, harmonia e equilíbrio são aspectos que se originam do sentimento natural de justiça do verde. Essa cor atua como um sinal para a renovação da vida e sua vibração mais elevada reflete o espírito de evolução.

Os aspectos desfavoráveis são avareza, indiferença e insegurança sendo expressões negativas da cor verde. Raciocínio precário, cautela excessiva e suspeita estão representados na natureza negativa dessa cor e, junto com a precocidade, pode apresentar ciúmes, inveja, egoísmo e preconceito. Em seus níveis mais inferiores, o verde promove estagnação e por fim degeneração.

A cor verde é particularmente benéfica para o sistema nervoso simpático e é útil para a cura em geral, equilibrando e recuperando as células. Essa cor está relacionada com o coração e produz um efeito direto sobre as funções cardíaca e pulmonar. Ela dissolve coágulos sangüíneos e elimina a estagnação e o endurecimento das células. A cor verde ajuda na formação dos músculos, da pele e dos tecidos. Também ajuda na eliminação de substâncias tóxicas e atua como um adstringente suave.

O verde atenua a tensão e pode reduzir a pressão sangüínea. Ele produz um efeito sedativo e relaxante, embora possa causar sonolência, cansaço ou irritabilidade, se não for usado corretamente. Já que essa cor é capaz de influenciar a estrutura celular básica, pode ser usada para tratar tumores,cistos e proliferações. Ela é particularmente adequada para os problemas torácicos, como asma, bronquite crônica e angina.

Passeios frequentes nos parques da sua cidade ou em áreas rurais para "respirar ar puro" também são eficazes nesse sentido. O verde também é usado para tratar as condições inflamatórias do fígado, resfriados e dores de cabeça. Já que essa cor atua como uma força equilibrante, atenua o medo em situações traumáticas e é eficaz no tratamento do choque. A cor verde também ajuda as pessoas que sofrem de claustrofobia.
Fonte: http://www.gutukao.com.br/banhoetosa/
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O azul assinala a entrada nos domínios mais profundos do espírito e uma das suas qualidades mais sutis é a aspiração. Essa cor faz parte do espectro frio e, por sua quietude e confiança, promove a devoção e a fé. O azul é uma cor popular associada ao dever, à beleza e à habilidade. A serenidade dessa cor traz consigo paz, confiança e sentimentos curativos agradavelmente relaxantes. Sua fluidez e força serena são traços atraentes, que provocam admiração por parte das outras pessoas.

O aspecto desfavorável à natureza da cor azul é procurar e buscar sem cessar. O aspecto desfavorável comuns da cor é a vibração negativa que gera dúvida e descrença, assim como a falta de habilidade. Essa cor é fantasiosa e estimula os devaneios, a tendência ao desleixo, a fatuidade e a desconfiança. Partindo do cansaço, da indolência e da apatia, o azul pode levar a um estado de melancolia, atraindo por fim uma sensação generalizada de inércia.

O azul produz um efeito relaxante e tranquilizador. Ele é o antídoto para o vermelho e pode ser usada com sucesso para tratar condições febricitantes, freqüência de pulso acelerada e pressão sanguínea alta. Em geral, essa cor reduz o calor e a inflamação do corpo, como ocorre nos casos de queimadura solar ou internação.

O azul promove serenidade e elimina tensões, estresse e dores de cabeça, além de tratar todos os distúrbios da garganta ou das cordas vocais, tais como dores de garganta, tosses, rouquidão e laringite. Essa cor tem sido usada com sucesso para tratar distúrbios menstruais, como cólicas, dor lombar ou até mesmo sangramento excessivo. As mulheres com problemas menstruais podem usar a qualidade curativa da cor azul pouco antes, durante e depois das menstruações. Roupas de dormir, calcinhas e roupões de banho azuis, assim como roupa de uso diário da mesma cor pode ser considerada, além disso, itens domésticos, como roupas de cama e toalhas de banho, também podem ajudar a atenuar os distúrbios menstruais. Uma luz azul acesa durante a noite também pode ajudar a reduzir e aliviar a tensão e as dores menstruais.

Outros distúrbios para os quais a cor azul poderia ser útil são: enxaqueca, meningite, colite, disenteria, insônia e diarréia. Essa cor é particularmente adequada para os problemas infantis, como erupção de dentes, inflamações na garganta, amidalite, sarampo, coqueluche, catapora e soluços. Alguns problemas oculares podem ser tratados com o azul, inclusive miopia, catarata e fotofobia. O azul não é aconselhável para tratar paralisia, pressão sanguínea baixa ou resfriada. Além disso, essa cor não é recomendável para melancolia ou depressão.

O violeta é formado pela combinação do azul com o vermelho, reflete dignidade, nobreza e respeito próprio. Essa é a cor da realeza e, em sua forma mais sublime, vibra com a força da integração e da unidade. Quando sua qualidade intrínseca estiver coligada pela energia psíquica com a visão e intuição, essa cor será o agente do próprio destino. Dons artísticos, tolerância e consideração estão associados à cor violeta. Sua força tranquilizante e suavizante representa um idealismo prático imbuído de humildade.

O lado negativo da cor violeta inclui esquecimento e falta de persistência. Irreflexão, desrespeito e atitude autoritária e exigente originam-se do uso incorreto dessa energia. Ela pode degenerar-se em idealismo sem resultado prático, isolamento, corrupção e desintegração. Orgulho e arrogância também estão presentes nesse nível.

A cor violeta normaliza todas as atividades hormonais ou glandulares, já que está ligada à função da glândula hipófise, situada na base do cérebro. Essa cor tem ação eficaz na meningite cérebro-espinhal, concussões, epilepsia e quaisquer outros distúrbios nervosos ou mentais, tais como neurose obsessiva e distúrbios da personalidade. O violeta alivia nevralgias e problemas associados aos olhos, ouvidos e nariz. Essa cor é particularmente valiosa como purificador do sangue e ajuda na formação dos leucócitos (células brancas do sangue).

A cor violeta ajuda a manter o equilíbrio do sódio e potássio no corpo que, por sua vez, facilita o controle do equilíbrio hídrico e normaliza os ritmos cardíacos. Os pulmões, o fígado e os rins também podem ser tratados com sucesso com essa cor. Dor ciática e distúrbios nervosos, em geral, são melhorados pela cor violeta.

O Índigo (azul profundo) produz uma vibração constante, que não subjuga ou perturba de forma alguma. Essa cor tem uma aura de vivacidade e percepção, que confere mais clareza de expressão. Essa cor nítida e brilhante tem uma qualidade atenciosa e receptiva, que irradia bem-estar. Ela é liberal, prestativa e triunfante. O frescor do índigo oferece a oportunidade de mudança e, por fim, de transformação em seu nível mais elevado.

Algumas vezes, o índigo pode ser prejudicado por uma imaturidade, que se evidencia como confusão e incapacidade de progredir na vida. Isolamento e separação são outros atributos negativos, com sensações de vazio e falta de clareza nos níveis emocional, mental e espiritual. É formado pela combinação do azul com o verde.

Essa é uma cor refrescante, relaxante e maravilhosamente serena, que melhora qualquer condição inflamatória, como dor de cabeça, inchaços, cortes, contusões ou queimaduras. O índigo é particularmente adequado para problemas de pele, inclusive acne, eczema e psoríase. Essa cor atenua o estresse e as tensões e ajuda a eliminar os detritos tóxicos e a congestão do corpo. Atua sobre o sistema imunológico, formando uma proteção contra a invasão de bactérias e vírus perigosos. Colite, disenteria e febre são particularmente sensíveis ao índigo, que também ajuda nos processos de excreção.

Essa cor facilita a drenagem dos seios da face, trata a fadiga mental e febre do feno. Ela reabastece todo o sistema orgânico. Trata os pacientes com AIDS, principalmente nas fases iniciais da doença. Essa cor não é recomendável para as pessoas indolentes ou estagnadas.


USO ATUAL DA CROMOTERAPIA


A Cromoterapia como prática terapêutica em humanos foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde desde 1976, e é muito utilizada atualmente. Entretanto essa realidade não é a mesma para a medicina veterinária. Isso se deve ao fato de serem poucos os profissionais especializados neste tipo de terapia alternativa, e também ao baixo índice de procura por parte dos pacientes, no caso, proprietários de animais. Já a acupuntura e homeopatia são bem mais estudadas e inclusive já fazem parte dos calendários de alguns cursos de especialização. O uso da Cromoterapia ainda está engatinhando na Medicina Veterinária, quando o interesse, tanto de profissionais e pacientes, aumentar em relação a essa prática, e com isso surgirem estudos em cima disso, essa terapêutica se tornará mais frequente e consequentemente mais acessível financeiramente para ambos os lados (médico veterinário e paciente).




Referências

SOUZA, Geraldo. Terapia. Cromoterapia, 2012. Disponível em: <http://somostodosum.ig.com.br/clube/servicos.asp?id=00905>. Acesso em: 8 set. 2012, 22:15.

LIMA, Ângela Adriana de Almeida. Cromoterapia, 2008. Disponível em: <http://www.soartigos.com/artigo/1200/CROMOTERAPIA/>. Acesso em: 5 ago. 2012, 08:20

SAMPAIO, Marcia. Embasamento Científico da Cromoterapia, 2009. Disponível em: <http://www.webartigos.com/artigos/o-embasamento-cientifico-da-cromoterapia/15971/>. Acesso em: 5 ago. 2012, 08:30.

ANIMAIS, florais. Cromoterapia Para Animais, 2012. Disponível em: <http://floraiseanimais.wordpress.com/cromoterapia-para-animais/>. Acesso em: 9 set. 2012, 22:15.

RAMOS, Dheyson. Scribd. Psicologia das Cores, 2008. Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/3507947/Psicologia-das-Cores>. Acesso em: 10 set. 2012, 23:10.

FOLLAIN, Martha. Cromoterapia Para Uso em Animais, 2012. Disponível em: <http://www.floraisecia.com.br/detalhe_artigo.php?id_artigo=702 2008>. Acesso em: 12 set. 2012, 15:45.

SYLVA, Maryá da Penha. As Cores e Suas Funções Específicas Para a Saúde. In: ENCONTRO PARANAENSE, CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOTERAPIAS CORPORAIS, XVI, XI, 2011. Anais. Curitiba: Centro Reichiano, 2011. [ISBN – 978-85-87691-21-7]. Disponível em: <www.centroreichiano.com.br/artigos>. Acesso em: 15 ago. 2012, 20:48.







domingo, 26 de agosto de 2012

“Sensibilidade” e “Consciência”


 A Senciência é um conceito que combina os termos “sensibilidade” e “consciência”.
Conceito chave para a compreensão do debate sobre os direitos animais. A senciência é definida como a presença de estados mentais que acompanhem as sensações físicas. Ela é um atributo fundamental para todos os animais, por estes estarem separados de sua fonte de alimentos e, portanto, só existe neles. Por isso é considerada uma característica típica e definidora dos indivíduos do reino animal.
Diz-se de organismos vivos que não apenas apresentam reações orgânicas ou físico-químicas aos processos que afetam o seu corpo (sensibilidade), mas além dessas reações, possuem um acompanhamento no sentido em que essas reações são percebidas como estados mentais positivos ou negativos. É, portanto, um indício de que existe um eu que vivencia e experimenta as sensações. É o que diferencia indivíduos vivos de meras coisas vivas. 
 A senciência é uma característica que está presente apenas em seres do reino animal. O sinal exterior mais amplamente reconhecido de senciência é a dor e, dessa forma, este conceito – ou sua idéia – tem sido usado, há tempos, como fundamento para a defesa da proteção dos animais não-humanos contra o sofrimento, ou para a atribuição de direitos morais aos mesmos. Por exemplo, Jeremy Bentham, no século XIX, já dizia que o que deveria ser considerado no debate sobre o dever de compaixão dos seres humanos perante animais não-humanos não era se estes eram dotados de razão ou linguagem, mas se eram capazes de sofrer.
No entanto, é bastante controverso, mesmo entre ativistas e estudiosos dos direitos animais, quais animais não-humanos podem ser considerados sencientes. A senciência é amplamente reconhecida em todos os animais vertebrados – portadores de sistema nervoso central -, o que inclui quase todos os animais usados comumente pelo ser humano em suas atividades. Esta definição, porém, enfatiza apenas um critério para a existência de senciência: a manifestação (a nós, perceptível) da dor.
Existem, porém, outros sinais exteriores que evidenciam que outras espécies de animais experimentam o mundo de forma individual, como a existência de órgãos sensoriais que evidenciam uma necessidade de interpretar imagens, sons ou odores captados a partir dos respectivos sentidos. Esse conceito abrange não apenas animais vertebrados, mas também animais invertebrados como insetos, moluscos e aracnídeos e, portanto, corresponde a todos os animais que são tradicionalmente usados pelo ser humano. Por esta definição, apenas esponjas seriam animais não-sencientes.
Pode-se ainda usar o conceito como uma forma de definir todos os seres do reino animal: é também provável que o conceito de senciência esteja vinculado à própria condição de ser um animal – seres que se separam de sua fonte de provimento ao nascer e precisam buscar o alimento por movimento próprio.
Desse modo, as correntes mais abrangentes do movimento pelos direitos animais defendem que, pelo princípio da senciência, se reconheça direitos morais a todas as espécies de animais sem distinção, e se conceda o benefício da dúvida àquelas espécies cujo conhecimento da sua biologia não permita uma conclusão definitiva sobre a presença de senciência.

Vale lembrar que : Abandonar animais é crime federal (Lei 9605/98). 


http://www.anda.jor.br